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Café brasileiro nos EUA: como o setor salvou US$ 2,5 BILHÕES em exportações com uma única jogada

  • Foto do escritor: Viveiro Fulanette e Moreno
    Viveiro Fulanette e Moreno
  • 25 de jul.
  • 2 min de leitura

O setor cafeeiro do Brasil comemorou a decisão do governo dos Estados Unidos de manter o produto fora da lista de itens sujeitos à nova sobretaxa imposta a parceiros comerciais. A medida, que entrou em vigor na madrugada desta sexta-feira (24), foi interpretada como um reconhecimento dos esforços do país no combate ao trabalho análogo à escravidão.


Em pronunciamento em vídeo, o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, atribuiu o êxito à parceria com a National Coffee Association (NCA), entidade que congrega a indústria do café nos EUA. Segundo ele, a isenção protege um fluxo anual de aproximadamente US$ 2,5 bilhões em vendas externas para o mercado norte-americano.


A tarifa-base de 12,5% foi aplicada a 60 nações, entre elas o Brasil, sob a justificativa de deficiências no enfrentamento ao trabalho forçado. A taxa, que substitui uma alíquota global temporária de 10%, atinge também a União Europeia e outros parceiros comerciais. No entanto, as diferentes formas do café — verde, torrado, moído e solúvel — foram excluídas da tributação.


Matos destacou que essa não é a primeira vitória do setor em negociações com as autoridades americanas. Em uma apuração anterior, baseada na Seção 301 da lei comercial dos EUA, o café brasileiro já havia escapado de uma tarifa de 25% após longas tratativas.


Os Estados Unidos são o maior comprador do café brasileiro, respondendo por cerca de 34% do consumo americano da bebida, conforme dados do Cecafé. O dirigente da entidade enfatizou que o resultado beneficia toda a cadeia produtiva, incluindo os aproximadamente 330 mil produtores rurais do país.


A notícia chega em meio a um contexto de ajustes nas relações comerciais internacionais, com impactos diretos sobre a competitividade de diversos setores. Para os exportadores nacionais, a confirmação da isenção representa um alívio estratégico e um reforço à posição do Brasil como principal fornecedor do grão aos americanos.

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