O que esperar da Feira da Coocafé?
- Viveiro Fulanette e Moreno

- 28 de jul.
- 3 min de leitura
Em um momento estratégico para o planejamento da próxima safra cafeeira, a Coocafé realiza entre os dias 30 e 31 de julho e 1º de agosto a 15ª Feira de Negócios, no Armazém Areado, em Lajinha. Consolidado como um dos principais encontros do agronegócio nas regiões das Matas de Minas e das Montanhas do Espírito Santo, o evento reúne produtores rurais, empresas, instituições financeiras e fornecedores de tecnologia voltados à cafeicultura e à pecuária.
A expectativa é receber milhares de visitantes ao longo dos três dias de programação. Cerca de 50 expositores apresentarão soluções em máquinas, implementos agrícolas, fertilizantes, defensivos, irrigação, nutrição de plantas, equipamentos e serviços especializados para o setor. Além da exposição de produtos, a feira também será um espaço para negociações, troca de experiências e acesso a novas tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade das propriedades rurais.
O evento acontece em um período considerado decisivo para o produtor de café. Com a proximidade do retorno das chuvas em grande parte da região Sudeste, muitos cafeicultores iniciam o planejamento da adubação e dos tratos culturais que influenciarão a produtividade da próxima safra. Por isso, feiras de negócios realizadas nesta época costumam concentrar grande volume de negociações envolvendo insumos, máquinas e linhas de crédito rural.
Neste ano, a feira adota como tema "Raízes Fortes, Futuro Seguro", em referência aos 47 anos de atuação da Coocafé, cooperativa fundada em 1979 e que atualmente reúne mais de 11 mil cooperados entre Minas Gerais e Espírito Santo. Ao longo de sua trajetória, a cooperativa ampliou sua atuação para além da comercialização do café, oferecendo assistência técnica, armazenagem, acesso a crédito, comercialização da produção e serviços digitais voltados à gestão das propriedades rurais.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Coocafé, Fernando Cerqueira, a realização da feira está diretamente ligada ao planejamento das propriedades rurais.
"O produtor precisa se antecipar para garantir os insumos necessários antes do período chuvoso. Esse planejamento contribui para manter a lavoura bem conduzida e aumentar as chances de bons resultados nas próximas colheitas", afirmou durante a divulgação do evento.
Além da área comercial, a programação também contempla ações voltadas à formação de novos líderes no meio rural. O projeto Geração Cooperativa promoverá workshops, rodas de conversa e atividades direcionadas principalmente a jovens e mulheres de famílias produtoras, discutindo temas como sucessão familiar, inovação, empreendedorismo e os desafios da nova geração no campo. A iniciativa busca estimular a permanência dos jovens na atividade rural e fortalecer a continuidade dos negócios familiares.
Outro atrativo será a estrutura montada para receber produtores e familiares, com praça de alimentação, Empório Coocafé e espaços de convivência. Durante o evento, cooperados que realizarem negócios participarão do sorteio de três motocicletas zero quilômetro, iniciativa tradicional da feira para incentivar as negociações.
Cooperativismo fortalece o agronegócio regional
A realização da feira evidencia o papel das cooperativas na economia cafeeira da Zona da Mata mineira e do Caparaó. Além da comercialização da produção, organizações como a Coocafé atuam na difusão de tecnologia, assistência técnica, capacitação dos produtores e melhoria do acesso a mercados, contribuindo para aumentar a competitividade da cafeicultura regional.
Na avaliação do Conselho Nacional do Café (CNC), encontros como a Feira de Negócios da Coocafé vão além da exposição de produtos, funcionando como espaços para disseminação de conhecimento, fortalecimento do cooperativismo e incentivo à inovação tecnológica nas propriedades rurais.
Com a safra em andamento e o produtor já voltando as atenções para o próximo ciclo produtivo, a expectativa é de que a 15ª edição da Feira de Negócios mantenha o protagonismo conquistado ao longo dos últimos anos, reunindo oportunidades comerciais, atualização técnica e integração entre os diversos segmentos da cadeia do café.




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